quinta-feira, 1 de maio de 2014

Nam June Paik

Nam June Paik
Um artista que tem como atribuição a origem da videoarte. Nasceu no dia 20 de julho, ano 1932, falecendo no ano de 2006, no dia 29 de janeiro. Iniciou seus estudos na sua cidade natal, porém seus pais tiveram que fugir da Guerra da Coreia, indo para o Hong Kong, depois indo para o Japão, Paik se formando em Tóquio, em História da Arte e História da Música.

Se mudou para a Alemanha, para continuar seus estudos de música, conhecendo músicos como Karlheinz Stockhausen e John Cage, além de artistas conceituais como Joseph Beuys e Wolf Vostell, contatos que tiveram uma grande importância para a arte de Paik.

Em 1961, o artista entra para o grupo Fluxus, que se definiam, não como um movimento artístico ou momento histórico, mas sim, como um modo de fazer coisas, um modo de viver e morrer. Tinham como objetivo romper as barreiras da arte e da não-arte, como por exemplo, nas obras de Paik e Cage, onde exploravam sons e ruídos tirados da vida cotidiana.


John Cage na obra "Good Morning Mr. Orwell", 1984, de Nam June Paik.

O trabalho que o considerou como o pai da videoarte foi "TV Magnet", uma obra que possui televisores e ímãs que distorciam a imagem, como podemos ver o efeito abaixo, apesar de não ser a obra:


TV Magnet, 1965.

Este foi o começo para transformar este meio de comunicação, ultrapassando a figuração da tela com a distorção e deformação, possibilitando sensações, cor, ritmo, em um caráter abstrato, o que podemos ver no decorrer das suas obras. Isto nos deixa em uma de suas frases mais polêmicas, "a arte é pura fraude, você só precisa fazer algo que ninguém tenha feito antes.". Já que ele fez algo que ninguém tinha feito.

Em Globa Groove, de 1973, vemos essa reinvenção e a manipulação da linguagem desse meio comunicativo.


Global Groove, 1973


Já em TV Cello, 1964, obra realizada junto a Charlotte Moorman, vemos a forte influência do grupo Fluxus, uma performance onde a dupla empilhou televisores, performance que na música podemos ter a relação com John Cage, além do modo de viver do Fluxus.


*Ver performance de Nam June Paik e Charlotte Moorman no link acima, assim verá um pouco de "TV Cello".

Suas obras, além da experiência causada por essa manipulação e reinvenção da linguagem, buscam assim, uma televisão universal, onde a compreensão do espectador seja aberta, resultante de inúmeras visões e propostas sintetizadas. Assim vemos abaixo:


TV Relógio, 1989.

Nesta obra vemos vinte e quatro televisores, onde cada um representa uma hora do dia, mostrando que o tempo, algo dinâmico, é parte do estático da tecnologia e do ser humano.



The More The Better, 1988

Obra que utiliza de satélite, feita para os jogos Olímpicos de Seul, um trabalho que une o pop e a cultura de massa sem nenhuma hierarquia, segundo o artista.


TV Buddha, 1974.

Coloca no foco do seu trabalho a arte tendo como referencia a própria arte, o Buda é a arte em escultura, assim como sua imagem é a arte neste circuito fechado.



Electronic Superhighway, 1995.

Mais de 300 monitores de televisão transmitindo inúmeros canais, mostrando a simultaneidade dos países, das telecomunicações, do espaço físico. Uma produção e difusão de imagens e informações.

Assim vemos a tentativa de uma transmissão universal pela reinvenção e manipulação do meio de comunicação.


Vinicius Lima



7 comentários:

  1. Legal saber que ele foi o pai do vídeo arte, que participou do grupo fluxos, que conheci estudando sobre Paulo Bruscky, achei seu trabalho incrível.

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  2. Não sabia que ele era o pai da video-arte. Adorei o trabalho dele, super completo!

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  3. Estas criações abriram novas portas, já que este artista procurou novos meios do uso da tecnologia nos anos 70, Paik além de manipular a imagem, transformou o aparelho televisivo em peça de arte. Bem criativo!!!

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  4. Muito interessante conhecer o pioneiro da vídeo-arte. Gostei muito do seu trabalho, em especial "Electronic Superhighway", pois mostrou a diversidade de forma simultânea. Bem legal.

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  5. Realmente adorei, o mais legal é ver que todos esses conceitos citados que ele criou são utilizados hoje em dia em propagandas e video-clips.
    Achei interessante também por ele ser coreano. Acho que ele atribui muito isso na obra dele, a globalização, por sua própria vivência em diferentes países.

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  6. Muito legal a participação do Cage! Adorei as telas e a disposição do trabalho para os jogos olímpicos, é um artista corajoso e uma pessoa corajosa, admiro.

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  7. Legal essa ideia deles de romper as barreiras da arte e da não-arte e de explorar sons e ruídos tirados do cotidiano.

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