Trabalho realizado por Bruno Nickel Fiori, Pedro Pedrada e Vinicius Lima, para a disciplina de Arte e Tecnologia, ministrada pela professora Simone Abreu, no curso de Artes Visuais da Fmu.
O trabalho se forma pelo grande desenvolvimento de 1950 aos tempos de hoje, o que nos faz pensar na velocidade que ocorreu este desenvolvimento. E apesar dessa evolução a capacidade como algumas coisas ficaram estagnadas, ou somem com o passar do tempo, isto presente não só no vídeo produzido, mas também no título dele.
"VE O D .", 2014.
O título do trabalho, VE O D ., é uma brincadeira com a palavra velocidade, onde suas letras somem de maneira progressiva até que se acaba no ponto, ponto que coloca ponto, o que reflete as questões da velocidade do tempo, do desenvolvimento das tecnologias e da comunicação, que apesar da velocidade muito está se perdendo no tempo, no caso da palavra, velocidade, as letras somem conforme pronunciamos. Porém nem tudo se perde, às vezes o que se deixa no tempo é algo bom, mas temos deixado muito no tempo problemas que estão estagnados, ou sendo empurrados.
Além dessas questões temos no vídeo, como sendo algo principal, a velocidade como as coisas, vídeos e fotos, passam na frente dos olhos do espectador, chegando a uma velocidade que não se pode identificar os acontecimentos, passando sem que nada seja contemplado, sem que nada fique no ser do espectador. Isso nos faz pensar em pensamentos como de Zygmunt Bauman e Allan Moore, que se relacionam, o primeiro chega a nos apresentar a sociedade atual com a característica da liquidez, onde nada fica por muito tempo, onde tudo é algo passageiro, que não deixa marcas, fácil de ser deletado, tudo é tão rápido que não modifica o ser, o segundo, nos fala da mesma situação, mas mostra que chegaremos a uma sociedade a vapor, tudo será passado de maneira tão rápido, que se tornará insignificante, parecendo com que nada esteja se passando. É dessa forma que vemos trabalho, esta evolução da contemplação que deixa marcas, e transformações, à uma velocidade tão rápida, que poucos espectadores, ou talvez nenhum, verá o que está acontecendo, estaremos tão repletos de transformações tecnológicas e comunicacionais, que o espectador não conseguirá receber estas informações, ficando estagnado na frente do vídeo.
Vinicius Lima





