terça-feira, 13 de maio de 2014

Tânia Fraga

Trabalha com arte computacional interativa desde 1987, usando tecnologias computacionais de realidade virtual, computação afetiva e física.

Tânia Fraga
Artista e arquiteta com doutorado em comunicação e semiótica pela PUC/SP, com a tese Simulações estereoscópicas Interativas. É professora do Instituto de Artes da UnB e participa também como pesquisadora associada do grupo de computação gráfica do Laboratório de Sistemas Integráveis, LSI, da Escola Politécnica da USP. Desenvolveu parte do trabalho em arte computacional nos Estados Unidos, em 1991 e 1992, onde esteve como professora visitante no Departamento de Ciência da Computação na The George Washington University, em Washington (DC), com bolsa Capes. Tem participado de exposições no Brasil, nos Estados Unidos, na França, Itália e em Hong Kong. Em 1986, morou nos Estados Unidos como artista residente com bolsa da Fulbright. Nos últimos anos, tem-se dedicado a projetos para a rede Internet, esses trabalhos podem ser encontrados em: http://www.lsi.usp.br/~tania/tania.html e http://www.unb.br/vis/lvpa/. De dezembro de 1998 a dezembro de 1999 desenvolveu projeto de pós-doutorado sobre realidade virtual para a Internet, sob o título Poéticas Interativas em Redes de Comunicação , no Centre for Advanced Inquiry in the Interactive Arts - Technology and Art Research, CAiiA-STAR, em Newport, Grã-Bretanha.


IMPORTÂNCIA DE SUA OBRA

Imagem do projeto Hekuras - Jornada não linear pelo espaço-tempo poético
O interesse maior de Tânia Fraga concentra-se no desenvolvimento do trabalho artístico intermediado por computador, com a criação de objetos virtuais tridimensionais interativos (por meio da técnica da estereoscopia). Estes objetos apresentam-se como campos de possibilidades que propiciam a interação poética do usuário, possibilitando-lhe a imersão parcial no espaço virtual criado. No início, esses objetos apareciam em instalações com computadores e dispositivos especiais de visualização, mas agora eles estão sendo também veiculados na Internet. Muitos dos objetos criados por Fraga foram concebidos como sementes de uma obra interminável, destinando-se a dar continuidade à criação de novos objetos, no futuro, e assim se proliferarem na rede.

AURORA 2001/2003: FOGO NOS CÉUS


segunda-feira, 12 de maio de 2014

Tadeu Jungle


Artista multimídia, atua como videomaker, fotógrafo, poeta, designer gráfico, produtor e diretor de cinema, TV e publicidade. Tendo iniciado suas experiências com vídeo em 1974, Jungle fez parte do que Arlindo Machado denominou geração do vídeo independente, composta por realizadores recém saídos da universidade no início dos anos 1980. Junto a colegas da ECA-USP, constituiu o grupo TVDO, marcado por um espírito anárquico, com o qual criou videoinstalações e teve vídeos experimentais premiados nas cinco primeiras edições do Videobrasil. Em 1986, fundou a primeira escola de vídeo do país, The Academia Brasileira de Vídeo. Mestre em Arte e TV pela San Francisco State University, Califórnia, foi bastante premiado por seus vídeos em mostras competitivas nos Estados Unidos, Europa e América Latina. Atualmente, é sócio da produtora Academia de Filmes.  Dirigiu recentemente o longa de ficção Amanhã Nunca Mais (2011) e o filme documentário Evoé, Retrato de um Antropófago (2011), sobre o dramaturgo Zé Celso Martinez Correa. Na TV, co-dirigiu com Nelson Motta o musical Mocidade Independente (Bandeirantes), apresentou Fábrica do Som (Cultura), entre diversos outros projetos.









Bruno Nickel Fiori

domingo, 11 de maio de 2014

Hudinilson Jr. (1957-2003)


Hudinilson Urbano Júnior (São Paulo SP 1957 - idem 2013). Artista multimídia. Cursa artes plásticas na Fundação Armando Álvares Penteado - Faap, entre 1975 e 1977. Experimenta múltiplas expressões artísticas como desenho, pintura, mail-art (arte postal), graffiti, xerografia (arte xerox), performance e intervenções urbanas, nas quais o corpo humano masculino é um tema recorrente. É um dos pioneiros no uso da arte xerox no Brasil. Em 1979, funda o grupo 3nós3, com os artistas Rafael França (1957 - 1991) e Mario Ramiro (1957), que até 1982, realiza intervenções artísticas na paisagem urbana de São Paulo. A partir de 1982, inicia a série Exercícios de Me Ver, que consiste na reprodução xerográfica de partes do próprio corpo, com exposições na Galeria Chaves, Porto Alegre, e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP em 1983. Seus trabalhos em graffiti, utilizando estêncil, são elaborados desde meados da década de 1980, no mesmo período, conhece Alex Vallauri (1949 - 1987), de quem recebe orientações e o acompanha em alguns trabalhos. Em 1984 participa da 1ª Bienal de Havana e da exposição Arte Xerox Brasil, na Pinacoteca do Estado de São Paulo - Pesp, da qual é o curador. Expõe na 18ª Bienal Internacional de São Paulo em 1985 e na 3ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul, em 2002.

Na série Exercícios de Me Ver, Hudinilson Jr. (1957-2013) trabalha na reprodução xerográfica (arte xerox) de partes do próprio corpo sobre a maquina de xerox criando assim deformações e ligações com outas partes do seu corpo.



Hudinilson Júnior – Livro de artista. Em exposição no MAC USP


Hudinilson junior "O Fotográfico em minha produção"
Hudinilson Jr. SP 10/11/09



Por Bruno Nickel Fiori

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Nam June Paik

Nam June Paik
Um artista que tem como atribuição a origem da videoarte. Nasceu no dia 20 de julho, ano 1932, falecendo no ano de 2006, no dia 29 de janeiro. Iniciou seus estudos na sua cidade natal, porém seus pais tiveram que fugir da Guerra da Coreia, indo para o Hong Kong, depois indo para o Japão, Paik se formando em Tóquio, em História da Arte e História da Música.

Se mudou para a Alemanha, para continuar seus estudos de música, conhecendo músicos como Karlheinz Stockhausen e John Cage, além de artistas conceituais como Joseph Beuys e Wolf Vostell, contatos que tiveram uma grande importância para a arte de Paik.

Em 1961, o artista entra para o grupo Fluxus, que se definiam, não como um movimento artístico ou momento histórico, mas sim, como um modo de fazer coisas, um modo de viver e morrer. Tinham como objetivo romper as barreiras da arte e da não-arte, como por exemplo, nas obras de Paik e Cage, onde exploravam sons e ruídos tirados da vida cotidiana.


John Cage na obra "Good Morning Mr. Orwell", 1984, de Nam June Paik.

O trabalho que o considerou como o pai da videoarte foi "TV Magnet", uma obra que possui televisores e ímãs que distorciam a imagem, como podemos ver o efeito abaixo, apesar de não ser a obra:


TV Magnet, 1965.

Este foi o começo para transformar este meio de comunicação, ultrapassando a figuração da tela com a distorção e deformação, possibilitando sensações, cor, ritmo, em um caráter abstrato, o que podemos ver no decorrer das suas obras. Isto nos deixa em uma de suas frases mais polêmicas, "a arte é pura fraude, você só precisa fazer algo que ninguém tenha feito antes.". Já que ele fez algo que ninguém tinha feito.

Em Globa Groove, de 1973, vemos essa reinvenção e a manipulação da linguagem desse meio comunicativo.


Global Groove, 1973


Já em TV Cello, 1964, obra realizada junto a Charlotte Moorman, vemos a forte influência do grupo Fluxus, uma performance onde a dupla empilhou televisores, performance que na música podemos ter a relação com John Cage, além do modo de viver do Fluxus.


*Ver performance de Nam June Paik e Charlotte Moorman no link acima, assim verá um pouco de "TV Cello".

Suas obras, além da experiência causada por essa manipulação e reinvenção da linguagem, buscam assim, uma televisão universal, onde a compreensão do espectador seja aberta, resultante de inúmeras visões e propostas sintetizadas. Assim vemos abaixo:


TV Relógio, 1989.

Nesta obra vemos vinte e quatro televisores, onde cada um representa uma hora do dia, mostrando que o tempo, algo dinâmico, é parte do estático da tecnologia e do ser humano.



The More The Better, 1988

Obra que utiliza de satélite, feita para os jogos Olímpicos de Seul, um trabalho que une o pop e a cultura de massa sem nenhuma hierarquia, segundo o artista.


TV Buddha, 1974.

Coloca no foco do seu trabalho a arte tendo como referencia a própria arte, o Buda é a arte em escultura, assim como sua imagem é a arte neste circuito fechado.



Electronic Superhighway, 1995.

Mais de 300 monitores de televisão transmitindo inúmeros canais, mostrando a simultaneidade dos países, das telecomunicações, do espaço físico. Uma produção e difusão de imagens e informações.

Assim vemos a tentativa de uma transmissão universal pela reinvenção e manipulação do meio de comunicação.


Vinicius Lima



"A arte é pura fraude." - Nam June Paik





"Global Groove", 1973.


Fotografia de Nam June Paik.                      |                  "Beatles Electronique", 1966-69.
http://www.paikstudios.com/                                                          https://www.youtube.com/watch?v=V-Wj8e0gAu8



Fotografia de Moorman em "Tv Cello", 1964.                 |                                            "Electronique Moon", 1969.
                                                                            https://www.youtube.com/watch?v=3Kr4CoU3G04